O velório de Preta Gil acontece nesta sexta-feira (25) no Rio de Janeiro e o público esperava um cortejo do caixão em um trio elétrico, uma das últimas vontades da cantora ainda em vida. No entanto, a família da artista já confirmou que isto ia acontecer.
Segundo rumores, o cortejo pelas ruas não foi autorizado pelas autoridades por questões de segurança. Em contato com o Portal Leo Dias, a Prefeitura do Rio de Janeiro negou esta versão.
A assessoria da prefeitura informou que colocou à disposição toda a estrutura necessária para a despedida. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), a Guarda Municipal e outros órgãos foram mobilizados e estão em contato direto com a família de Preta, para organizar a melhor forma de receber os muitos fãs.
O “Jornal Nacional” confirmou, na última segunda-feira (21), que o cortejo do corpo em um trio elétrico era um pedido de Preta. Mas ela já havia manifestado essa vontade publicamente há 10 anos.
Após a morte de Preta, uma entrevista concedida ao canal “Põe Na Roda”, no YouTube, em maio de 2015, voltou à tona. Ela foi questionada sobre qual música tocaria em seu funeral e respondeu: “O meu funeral, eu já falei: quero que seja uma micareta real. Se Ivete [Sangalo] for depois de mim, bota ela mesmo velha, gagá, em cima do trio.”
O vídeo se tornou viral no X, antigo Twitter, com um apelo à baiana: “Ivete, você tem uma missão”.
Preta fez história no Carnaval do Rio de Janeiro com o “Bloco da Preta”, considerado um marco do retorno das festas de rua na folia carioca e um divisor de águas na consolidação dos chamados “megablocos”, que arrastam centenas de milhares de pessoas nas ruas.
Como homenagem, o prefeito da cidade, Eduardo Paes (PSD), batizou o circuito dos megablocos com o nome da artista. A decisão foi oficializada no Diário Oficial do Município nesta terça-feira (22).